Virtude

A Virtude é a senda do meio.

É o não fazer pela simples reação que a causa traz.

É baixar as armas quando se sabe que as perdas serão mais altas que os ganhos,
e os ganhos não serão de todos, mas as perdas serão.

É saber que, se não se ama mais o outro do que a si mesmo, não quer mais mal a ele, do que a um amigo.

É aceitar o pecado como meio natural da perfeição, e o erro como meio natural do acerto.

É aceitar que a vida não será eterna, e portanto não há mais motivos para fazer o mal do que há para fazer o bem.

É celebrar a própia existencia pelo prazer que ela traz. E negar a dor, pela prisão em que elas nos envolve.

É agir com verdade, até mesmo na mentira. Pois não se pode negar o que a vida oferece, mas se pode aprender com os caminhos que se apresentam.

É escolher o que parece mais certo, e não o que parece mais fácil.

É aceitar o amor que as pessoas tem umas pelas outras. Mas nunca aceitar e nutrir a raiva, o desrespeito e a violência.

Virtude é saber que quando se escolhe o que seremos, deveremos ser com a força da nossa alma, e com toda a verdade que nossa dignidade alcançar. E aceitar que seremos julgados por isso, com isso e para isso.

Virtude é o caminho do meio que leva a eternidade da alma e pacificidade do espirito.

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