love song: debuts.

No seu aniversário do ano passado você me disse: Eu queria um pônei. Pensei: é piada, e dei uma risada que você catalogou como: as risadas gostosas do júlio.

Hoje eu queria te dar um pônei. Mas você já não é tão pequena para caber em um pônei. Então se eu pudesse, te daria sua juventude de volta. Te levaria aos seus quinze anos e lá te deixaria com seu pônei, um ballantines 12 anos, um livro do Córtazar, um disco do Milles Davis e um maço de luck strike do filtro escuro.

Aí quem sabe você teria ido por outros caminhos que não estes que te fazem ficar com esta cara triste e deprimida.

Mas veja poli, não é por ti. É por mim, pelo klaus, pela violeta da janela do banheiro que está morrendo, pelos livros que a gente tem ainda que terminar, pelas vezes que correremos nus pelo prédio cantando space odity, pela viagem á ubatuba no fim do ano, pela casa nova com móveis velhos, e porque sinceramente, eu não sei viver sem saber que se um dia eu cair, nos seus braços vou encontrar o abraço mais gostoso que já encontrei.

E talvez você ache que não me deva nada, mas lhe digo sua pata: Você é responsável por aquilo que cativa. tuché.

Agora vai á merda. Levanta deste sofá e me dá um abraço.

fly, julio fly.

Uma resposta para “love song: debuts.”

  1. Como eu só vi agora [dia 1/04, 23:25] pensei até que fosse mentira, sabe?
    Pena que eu cheguei dez minutos depois que você saiu de casa. Pena que você deixou o celular desligado. Mas eu me senti abraçada com este texto e quanto minha mãe disse que tu veio. Eu te amo, viu, querido?

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