A/C Menina Gigante.
Ela sempre inventava um abraço no caminho do térreo ao 11° andar. Ficava com os olhos virados para cima, mãos e pés se movendo. O riso era inevitável, mesmo alí sozinha, ria e ria e ria satiricamente.
Quando chegava, me vinha com uma nova, uma piada, uma história, uma rima. Gostava de por luvas e eu gostava da sensação que elas provocavam.
Ela era devotada a me fazer sorrir todos os dias.
Eu nem sempre entendia a poesia de sua cara, de seus olhos, de seu sorriso.
Você já foi tão gigante que cobria um sol ruim inteiro quando eu te abraçava.
Agora a gente se abraça teté a teté!
Me sinto tão gigante com um sol morando no peito. E vc tão gigante sem sol nenhum.
E eu agora me devotei a nunca te esquecer.
nunquinha.
